O COMEÇO
Adão e Eva, nossos primeiros ancestrais, foram o clímax da criação de Deus - a própria razão pela qual Deus criou o mundo. Mas eles nem sempre viveram como Deus desejava. Com os erros deles, podemos aprender importantes lições sobre a maneira como Deus quer que vivamos. Adão e Eva nos ensinam muita coisa a respeito da natureza do pecado e suas consequências.
Mas, antes darmos continuidade a história de Adão e Eva, jugo eu ser necessário voltarmos um pouco na narrativa, para trazermos algumas coisas a mais, para assim ampliar o nosso campo de visão e compreensão.
INTRODUÇÃO.
Uma introdução ao livro do Gênesis, teria de ser muito extensa e, neste caso, abranger a maior parte das questões relativas, à origem e ao autor, ou então demasiadamente concisa de forma a deixar a crítica dos principais pontos ao lugar que lhe compete no respectivo texto. No nosso caso a única solução possível é optar por esta última alternativa.
I. TÍTULO.
O nome "
Gênesis" foi dado ao primeiro livro da Bíblia pelo tradutor grego, e significa "origem" ou "principio". Sem qualquer titulo especial, os hebreus indicavam-no pela frase inicial: "No principio", a caracterizar perfeitamente o conteúdo do livro, ou seja, o principio do universo, o principio do homem, o principio do pecado, o principio da salvação, e bem assim o principio de muitos outros acontecimentos e fenômenos ocorridos na história do mundo.
II. AUTORIA.
As teorias chamadas documentárias são brevemente expostas no capítulo sobre a
Literatura Histórica do Antigo Testamento (pág. 33). ainda que não é opinião geral atribuir-se o livro a Moisés, esta é a nossa posição. Mesmo porque não foi apresentada qualquer outra teoria bem fundada que nos levasse a pensar o contrário. Não quer isto dizer, no entanto, que Moisés não se tenha servido de fontes de qualquer espécie para a elaboração da sua obra.
É até muito provável que a frase tão frequente
toledoth "estas são as gerações de", admitam a utilização de fontes históricas por parte do autor.
Comparem-se: Gn2: 4; 5: 1; 6: 9; 10: 1; 11: 10, 27; 25: 12,19; 36: 1,9; 37: 2. Ninguém, pode dizer com certeza que esta frase constitua um subtítulo que indique a fonte da qual a informação foi derivada, embora seja de admitir, com reservas, naturalmente, que Moisés teve presente essas fontes, talvez gravadas em tábuas de barro, e procedentes de Noé, Sem, Terá e outros.
Mera possibilidade, é certo, mas admirável.
OS PRINCIOS DA HISTÓRIA.
Leitura: Gn1: 1-11: 32
A majestosa linguagem da sentença inicial do livro de Gênesis indica o lugar que a Bíblia dá a Deus de principio a fim. A revelação pões Deus no centro, e seu capítulo primeiro não apresenta tanto uma doutrina sobre sobre a criação, mas antes, a doutrina do Criador.
Todas as coisas ali aparecem em sua relação para com Deus e na dependência d'Ele.
a) A Criação do Universo (Gn1: 1-2:3)
Como considerar a descrição em causa? Ciência, Fábula, ou revelação?
1º. Se por ciência, entendermos a disposição sistemática dum ramo do saber, diremos, então, que discrição nada tem de "cientifico". E ainda bem, pois se fosse utilizada a linguagem cientifica do século XX, como a entenderiam os leitores dos séculos precedentes? E mesmo os atuais necessitariam duma adequada preparação cientifica.
Nesse caso ainda, não seria de prever que passados cem ou duzentos anos fosse já considerada antiquada aquela linguagem? A narração do Gênesis não foi, portanto, redigida em moldes científicos, talvez para melhor mostrar a sua inspiração divina. Poderíamos, entretanto, fazer a seguinte interrogação: - Não sendo cientifica quanto à forma, será a descrição do Gênesis cientifica quanto à substância, ou quanto ao conteúdo? Serão de admitir erros ou pelo menos inexatidões na narração bíblica.
Graves conflitos têm surgido surgido entre prematuras conclusões da ciência e supostas deduções cientificas da Escritura. Mas estudos ulteriores têm vindo provar que, por um lado, não eram válidas as conclusões cientificas , ou, então, por outro, eram mal interpretadas no texto as afirmações cientificas.
2º. Quanto a supor-se uma fábula a narração do Gênesis, quer no sentido popular, quer no sentido clássico, não é fácil de admitir-se. Pois no primeiro caso tratar-se-ia duma obra puramente imaginária e no segundo duma exposição simbólica dum fato com certas verdades abstratas, que de outro modo seriam incompreensíveis.
Trata-se, sim, duma narração dos acontecimentos que não seriam compreendidos, se fossem descritos com a precisão formal da ciência. É neste estilo simples mas expressivo que a divina sabedoria se manifestou claramente aos homens, indo assim ao encontro das necessidades de todos os tempos. Os fatos apresentam-se numa linguagem abundante e rica, que é possível incluir todos os resultados das pesquisas cientificas.
3°. Primeiro capitulo do Gênesis não há duvidas que supões a revelação. Pelas muitas versões, algumas delas correntes já entre os pagãos da antiguidade, é fácil concluir-se que esta revelação é anterior a Moisés. Não deve, no entanto, considerar-se como uma nova versão das tradições politeístas, dos fenícios ou dos babilônicos; porque acima de tudo a obra criadora de Deus só por Deus poderia ser revelada.
E essa revelação não deixou de ser preservada de qualquer contaminação pagã ou corrupção supersticiosa, encontrando-se perfeita e inviolável nos cinco livros de Moisés.
Comentários